MAS - Movimento Alternativa Socialista
"Recordemos, a dívida do país foi assim construída: 5 mil milhões para o BPN, mais meio milhão para o BPP, mais 8 mil milhões para a Madeira de Jardim, mais mil milhões para submarinos, mais milhões para estádios de futebol (lembram-se?) com planos de implosão, mais liberdade para as empresas fugirem ao fisco (vide fuga da Jerónimo Martins para a Holanda e há pouco tempo da PT aquando da venda da Vivo) e dezenas de milhões de mais dívida para o povo pagar por décadas com as mal chamadas Parcerias Público Privadas (PPPs), que se deviam chamar ‘roubar ao público para dar aos milionários.com’.
Este é o fruto de 37 anos de governos PS e PSD. O mais trágico é não haver, depois desses anos todos, uma alternativa de governo sem os culpados da bancarrota e do roubo, sem o PS, o PSD e o CDS. É trágico não haver uma alternativa de governo à esquerda do PS. Porque, lamentavelmente, o PS é não só o pai da austeridade (Sócrates) como subscritor do memorando com a troika de destruição do país.
Dentro do Bloco de Esquerda propusemos durante anos uma aliança com o PCP, com socialistas que não apoiam a austeridade, com inúmeros independentes que repudiam essas políticas, para que a esquerda tenha força. É preciso sentar à mesa toda a esquerda que se opõe à troika e à austeridade. É isso que proporá o novo partido, o MAS, Movimento Alternativa Socialista. Lutaremos sem descanso por uma aliança entre Bloco, PCP, socialistas adversários da austeridade, independentes e o MAS para fazer frente ao desemprego galopante, aos cortes de salários, pensões, horas extraordinárias, subsídios de férias e de natal, aos aumentos nos passes sociais, às propinas exorbitantes, aos 23% de IVA na restauração, aos preços absurdos da gasolina e às portagens injustas. Para fazer esse convite à esquerda para lutar de forma unida e mais forte fomos obrigados a sair do Bloco. Mas nem isso nos demove de unir a esquerda.
Só unindo Bloquistas, Socialistas, Comunistas, independentes, em nome da rutura com a troika, se pode resgatar os trabalhadores e o povo em vez de salvar os banqueiros e as grandes fortunas. E só suspendendo o pagamento da dívida externa, que é imoral e impagável, é que o país pode crescer. Se o país suspendesse o pagamento de juros agiotas e dívidas que não foram contraídas pelo povo, o país teria superavit nas contas públicas para investir na economia, gerar emprego, novas receitas e sair da crise terminal em que se encontra. Mas ninguém tem coragem para empreender esta batalha. Só assim podemos investir na indústria, na agricultura e nas pescas. Só assim podemos salvar a saúde e a educação, só assim podemos acabar com as portagens e controlar os preços dos combustíveis e salvar tantas pequenas empresas a fechar ou a caminho disso.
Sair da crise provavelmente necessitará de um novo 25 de Abril. Para tirar o país das mãos daqueles que enriquecem à nossa custa e destroem milhares de vidas a mando da União Europeia e do FMI. Por isso apresentamos o MAS. Um partido novo para unir a esquerda.
Os trabalhadores e os jovens de esquerda concordam connosco e é isso que nos dá força. Podem encontrar-nos e ouvir-nos nos próximos dias. No próximo sábado, dia 10 de Março, na Voz do Operário, em Lisboa, onde daremos a conhecer o MAS numa grande festa. E na Greve Geral, dia 22, que apoiamos e em que participamos, nas empresas, nas escolas e na rua.
Na linha da frente contra o roubo, a corrupção e austeridade, pelo emprego, pela saúde e a educação. Na linha da frente por uma esquerda forte, é onde podem encontrar o MAS.”
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